Saudação:

Sejam bem vindos. Espero que gostem =).

quinta-feira, 1 de outubro de 2009





A Dama da Noite e a Cigana Madalena (By Dark Bear)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Os Preparativos

Marcus Aurélius andava pelo feudo montado em seu cavalo à procura de um ferreiro quando encontrou um. O homem humilde de pele queimada pelo calor da fornalha batia com força no aço que formaria o peitoral de uma armadura enquando Marcus se aproximava.
- Olá - Disse o guerreiro desmontando de seu cavalo e indo em dirção ao ferreiro.
- Bom dia senhor, em que posso lhe ajudar? - Perguntou o ferreiro.
- Quero que faça armas para mim, o mais rapido que puder. -
- Armas diz o senhor, e de que tipo? - Perguntou o ferreiro.
- Quero uma aljava com doze flechas com as pontas de prata e uma manopla de combate, feita de aço e revestida à prata. - informou o guerreiro. E então o ferreiro disse - Mas meu senhor, não possuo a prata, deverá traze-la pra mim. - Marcus Aurélius pensou onde conseguiria prata. O mosteiro seria sua primeira parada, talvez encontrasse monges de sua ordem por lá e pudessem lhe ceder prata para as armas. Marcus quis se sertificar - Então, se lhe trouxer a prata, irá fazer as armas? - E o ferreiro respondeu - Sim senhor, por dois xelins eu farei as armas de prata para o senhor. -
- Pois bem, voltarei em breve com a prata. -

E o guerreiro saiu, montando em seu cavalo e indo ao mosteiro de São Pedro.

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Marcus chegou ao mosteiro à dez minutos e já estava conversando com um dos membros de sua ordem, o frei Ansyr, explicando-lhe a situação à qual se encotnravam e pedindo-lhe a prata. As negociações foram breves, Mascus mostrou o selo da Ordem de Marte, depois fez o comprimento da ordem e requisitou em nome de seu mentor a prata para a confecção das armas que eram necessárias para derrotar os monstros. O frei lhe cedeu algumas peças da prataria do mosteiro, mas pedia que fosse informado de todas as atividades de caça feitas pelo guerreiro sob a bandeira da Ordem de Marte. Mascus se retirou do mosteiro e voltou o mais rápido possível para o feudo, na esperança de que o ferreiro fizesse tudo antes do sol se por.

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A noite cai e as ruas do feudo estão vazias, apenas alguns soldados da milícia local transitam pelo lugar. A guarda está quase toda concentrada na frente do prédio da milícia, os guardas locais portam lanças, espadas e tochas nas mãos. Alfred Alfwine, o cavaleiro com sua capa esvoaçante se encontra no telhado do prédio, com sua espada desembanhada e pronto para o combate. A seu lado um homem é visto, ele porta uma manopla de combate, banhada a prata, roupas de couro reforçado e um arco nas mãos, preparado para ser disparado na primeira besta que cruzar seu caminho.

- Nervoso? - Pergunta Alfred.
- Não, nunca... - Responde Marcus.
- Creio que esta será uma noite longa meu caro. Devemos estar pronto para tudo que possa vir. - Disse o capitão.
- Certamente, eu estou. - Respondeu o guerreiro enquanto olhava para o muro do feudo pouco antes de se ouvir o primeiro uivo da fera.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O silêncio que precede o caos

O guerreiro andava pelo bosque, montado em seu cavalo quando ouviu o galho quebrar atrás da moita. Ele rapidamente arremessou uma de suas adagas em direção à moita, descendo do cavalo e sacando outra de suas adagas. Começou a ir até a moita e quando chegou, viu que atras dela havia uma criança. Não uma criança normal, comum, mas uma criança peluda, com presas e garras para fora. Uma cria imperfeita dos lobisomens.
Ao ver o guerreiro, a criança começou a correr bosque a dentro. O guereiro perou a adaga que havia arremessado e correu atrás da criança, perseguindo-a. O guerreiro alcançou o jovem monstro e capturou-o, passando o braço esquerdo em volta do abdomem da criança. O guerriro parou ao ouvir o ranger dos dentes ao seu redor e qando deu por si, estava sercado por pedras grandes em uma clareira e entre as arvores, saiam lobos grandes e corpulentos, com seus dentes bem afiados, encarando-o, indimidando-o, pronto para atacar caso a cria da matilha fosse ferida. Na pedra a frente um homem de cabelos longos apareceu de pé, empunhando um longo e belo arco, mirando no guerreiro.
- Solte-o e vá, antes que retalhemos você! - Disse o arqueiro.
- Não! - Disse o guerreiro enquanto arremessada uma de suas adagas com a mão direita em direção ao arqueiro.
Uma flecha cortou o ar e atingiu em cheio a adaga prateada do guerreiro enquanto este corria de volta a seu cavalo com a criança nos braços, gritando e esperniando.
Os três lobos maiores corriam atrás do guerreiro enquanto flechas mortais iam rapidamente em sua direção. O guerreiro subiu em seu cavalo com a criança ainda presa em seus braços e cavalgou a toda velocidade para sair do bosque.
Finalmente alcançou o campo aberto e viu os lobos ficando para trás, parando na orla do bosque enquanto seu cavalo avançava em direção ao feudo.

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O feudo estava pouco movimentado nesta manhã de quarta. As pessoas nem notaram quando um estranho homem entrou a cavalo no feudo com uma criança em seus braços, amordaçada e amarrada, já com suas garras e presas recolhidas.
Deiva estar perto, tinha de estar. Pelas informações que o guarda tinha lhe dado ao cruzar o portão do feudo, ele já deveria estar perto do quartel da milícia local. Enquanto cavalgava pelas ruas do feudo as pessoas começavam a notar que um homem forte e armado carregava uma criança, pequena e indefesa, amarrada e amordaçada, como prisioneiro. Os olhares de reprovação eram inevitáveis.
"Já não era sem tempo", pensou o guerreiro quando viu o prédio com a bandeira do brasão feudal pendurada na frente. Os guardas na frente do prédio olharam feio para o guerreiro montado ao ver o prisioneiro que ele carregava, mas antes que qualquer um dos dois soldados pudessem falar algo, o guerreiro começou.
- Quero falar com seu líder. - E logo desmontou, com a criança nos braços.
Um dos guardas o levou até à sala do capitão da milícia.

Ao cruzar a porta, o guerreiro pode ver que o corredor a sua frente era mal iluminado, com as paredes espessas e o chão áspero. Seguindo o guarda, o guerreiro chegou até a sala do capitão da milícia, no segundo andar do prédio. O guarda bateu na porta e uma voz lá de dentro ordenou-lhe que entrasse. A porta foi aberta pelo guarda que fez sinal para o guerreiro esperar ali fora e entrou para anunciar o visitante. Em seguida saiu da sala e fez sinal para o homem entrar.
O guerreiro entrou na sala do capitão, que sentado de costas para a janela empoeirada olhou torto quando viu a criança amordaçada e amarrada nos braços do guerreiro.
- Mas o que é isso? - Disse o capitão com voz de espanto. - O que faz aqui com essa criança toda amarrada? -
- Não é uma criança normal. É um monstro. - Disse o guerreiro sem temer a reação do capitão.
O homem uniformizado atrás da mesa de levantou. Seus rosto velho e cansado expresou curiosidade quando olhou melhor para a criança, reparando os detalhes na pequena figura nos braços do guerreiro.
- Um monstro diz vc? - indagou o capitão com seu tom de voz mais calmo.
- Sim, um monstro. Filho dos lobos!- respondeu o guerreiro.
- Neste caso devemos prende-lo aqui... Guardas! - gritou o capitão. - Traga os ferros, abra a cela, temos um prisioneiro! - Ordenou.
Dois guardas entraram na sala, um com algemas para as mãos e pés e o outro com as chaves da cela. Os dois prenderam a criança às ordens do capitão e a levaram para a sela, trancafiando-a atrás das grades.

- Quem é você homem? - Indagou o capitão ao guerreiro quando os guardas saiam da sala com o garoto.
- Um guerreiro que anda de feudo em feudo a caçar criaturas sobrenaturais. - Respondeu o guerreiro.
- E o seu nome é? - dizze o capitão.
- Marcus Aurélius - respondeu o guerreiro.
- Me chamo Alfred, Alfred Alfwine, capitão da milícia deste feudo. Agora responda-me, onde o capturou? -
- Estava a caminho do feudo quando o achei no bosque. Sua matilha me servou e ter a criança como refém garantiu minha fuga. Tinha que traze-lo para algum lugar, então o trouxe. - respondeu Marcus.
- Ao traze-lo pôs todo o feudo em risco. Sabe que eles virão atrás da cria. Sabe que eles lutarão e matarão todos que estiverem no caminho, apenas por vingança. -
- Sim, sei. E quando eles vierem, estarei aqui para defender este feudo e arrancar as cabeças deles. -
- Defender o feudo não é sua responsabilidade, é a minha, viajante. Meus homens não estão preparados para enfrentar feras como estas. O feudo será massacrado! -
- Então prepare-os, pois lutaremos ao anoitecer. -
- Sugere que estejamos prontos até o anoitecer para um ataque devastador? Perdeste a noção homem? - Perguntou Alfred.
- Lutaremos ou morreremos, esta é sua escolha, não a minha. - Respondeu Marcus.
Alfred se virou e olhou pela janela o feudo lá fora. Pensou, rependou e então foi até uma de suas gavetas e pegou um pergaminho, desenrolando-o na sua mesa. Marcus viu o mapa sendo aberto na mesa enquanto Alfred lhe mostrava os portões do feudo no mapa.
- Devo reforçar a guarda nos portões e mandar que as pessoas vão para suas casas mais cedo. Sugere algo? - Perguntou Alfred.
- Prata... é isso que os mata. - disse Marcus.
- Não temos armas de prata aqui, são muito caras -
- Neste caso, seus reforços não vão adiantar. Reforçe a segurança do prisioneiro e os pontos estratégicos, como o castelo e a igreja. - Sugeriu Marcus.
- A estratégia é boa. Requisitarei também a presença de todos os soldados. Ninguém ficará de folga esta noite.- Disse Alfred se virando para guardar o mapa. - Prepare-se guerreiro. Esta será uma noite longa. -
- Sim - Disse o guerreiro virando as costas e saindo da sala.

terça-feira, 30 de junho de 2009

O Guerreiro

Numa noite tempestuosa do século XII, uma cortesã, após oito terríveis horas em trabalho de parto, dá à luz um menino em meio às ruínas de uma antiga casa nos subúrbios de Londres. Em virtude de seu grande sofrimento, a prostituta falece e o menino, após um único olhar de sua mãe, é abandonado nos braços de uma senhora que utilizava o local como abrigo e auxiliou a jovem. Sem recursos e instrução para cuidar de um bebê, a senhora procura ajuda num mosteiro e deixa o menino aos cuidados de seus ocupantes. A prostituta é enterrada como indigente e o pai do bebê permanece desconhecido.
Ainda pequeno, por volta de seus sete anos, o menino passa a receber ensinamentos sobre Latim, Teologia e Ciências Naturais. Em meio aos livros e aos seus mestres, ele passa a conhecer também histórias locais. Os contos são narrados por poucos, considerando a proibição de tais conteúdos. Os contos versam sobre criaturas que aterrorizaram grande parte da Europa durante os séculos. O interesse do menino cresce a cada narrativa e o assunto passa a ser também objeto de estudos.
Aos dezessete anos, em uma de suas caminhadas pela floresta à procura de plantas e animais para estudos, o jovem deixa-se perder no tempo e a noite cai. Os sons da floresta invadem sua mente e a sensação é agradável. Eis que um uivo, desconhecido e aterrorizante, deixa o jovem alerta. Temerário por sua condição indefesa, o jovem começa a correr em direção ao mosteiro. A noite era de Lua Cheia, mas a floresta densa dificultava sua visão e ele, de alguma forma, pressentia a criatura cada vez mais próxima. Após sentir-se cansado, o jovem pára e, ao olhar para trás, depara-se com uma criatura de forma hominídea, mas com a aparência de um lobo. A criatura permanece imóvel e fita o jovem com um intenso olhar. Antes que qualquer movimento pudesse ser esboçado, a criatura é alvejada várias vezes por flechas que cortavam o ar sem que o jovem pudesse percebê-las. Ao cair, ferida, a criatura fere o jovem no ombro, e este também cai. A criatura foge e os homens que a atacaram levam o jovem para o mosteiro.
Após algumas semanas, o jovem desperta.
– Onde estou ? Pergunta o jovem.
– Você está no local das antigas catacumbas do mosteiro. Utilizamos este local para aquilo que não deve ser do conhecimento da população comum. Responde um de seus mestres.
– O que aconteceu comigo ?
– Sente-se bem para caminhar um pouco ? Você dormiu por muito tempo.
Enquanto caminhavam, o jovem pôde ver várias gravuras de criaturas bizarras e valorosos guerreiros. Seu mestre explicou o que acontecera na noite de sua queda e o que era aquela criatura.
– Através de nossos estudos acerca de tais criaturas, administramos medicamentos para a cura de seu corpo. Em seu caso, a prata foi o principal elemento, em se tratando da fraqueza do Licantropo, a criatura que o atacou.
– Como fui salvo ?
– Alguns de nossos irmãos recebem o treinamento adequado para salvaguardar nosso local sagrado e a cidade.
– O ferimento trará alguma conseqüência ?
– Não é possível garantir, mas observamos que você sofrerá com pesadelos. Por vezes, pensamos que não sobreviveria, pois dormiu por muito tempo e os tormentos o faziam gritar desesperadamente.
O jovem quase não pôde acreditar no que escutara.
– Desejo receber o mesmo treinamento.
– Você não pode. Você recebeu ensinamentos para exercer outras funções. Sua importância aqui é outra. Além disso, você está velho para começar. Nossos irmãos recebem este treinamento desde pequenos.
– Sim, eu posso. Sou capaz de aprender com qualquer mestre. Sou até mesmo capaz de aprender sozinho. Treinarei mente e corpo para que eu não seja exposto daquela forma novamente e para ajudar todo aquele que se encontrar na situação em que me encontrei.
Mesmo diante da desobediência e da petulância do jovem, o mestre pôde enxergar a centelha do guerreiro.
– Que assim seja.
A partir de então, dez anos foram dedicados ao treinamento do novo guerreiro. Arqueirismo, espadas e adagas, cavalaria, táticas de combate e ensinamentos sobre assuntos ocultos; tudo que estava ao alcance de seus irmãos lhe foi ensinado.
Com isso, o guerreiro decide partir para sua nova jornada.
– Mestres, peço permissão para deixar a Inglaterra. Desejo percorrer a Europa à procura das criaturas do Mal. Nossos irmãos foram muito hábeis na defesa de nosso país e, mesmo sabendo que outros irmãos estão espalhados pela Europa, desejo ajudar e destruir tais aberrações.
– Você foi um jovem dedicado e valoroso e acabou por tornar-se um guerreiro de grande habilidade e coragem inigualável. Vá e honre o nome de seus irmãos.
O guerreiro reclinou-se em reverência e agradecimento aos seus mestres e partiu.
Os anos seguintes trouxeram ao mosteiro notícias de um guerreiro e suas vitoriosas batalhas contra o Mal.
Hoje, em 1153, Marcus Aurélius, o menino que se tornou um guerreiro valoroso, retorna à Inglaterra.

As Religiões



Leather Finger é um dos poucos feudos da Europa onde os costumes antigos e as religiões pagãs não são presentes. Ao menos é o que todos pensam.
O Cristianismo veio ao feudo e o dominou, assim como fez com quase toda a Europa, fazendo vários aldeões se converterem, abandonando suas antigas crenças para viverem sob a cruz divina. Com a influência católica os aldeões fazem parte de um modelo de vida bem restrito, cheio de proibições. A grande maioria dos aldeões do feudo são católicos, frequentam às missas na igreja de São Miguel, seguem os mandamentos e são catequisados pelos monges. O que poucas pessoas sabem é que uma porção dos moradores do feudo fingem ser católicos, mas na verdade são adeptos das antigas religiões e cultos eurpéios, praticando seus cultos nas florestas ou bosques. Um dos cultos mais recentes é o culto à Dama da Morte, ou à Senhora da Noite, como alguns a chamam. Existe também o culto ao Deus da Terra, que alguns dos aldeões mais antigos praticam.

Os pagãos não são caçados mal tratados no feudo, da parte dos nobres, porém, a igreja possui uma grande influência local e não se agrada nem um pouco em ver que ainda existem pagãos vivendo no feudo. O bispo Harold, responsável pela paróquia do feudo faz de tudo para penalizar e mal tratar todos os adeptos das antigas religiões, acusando-os de bruxaria e feitiçaria.

Outro povo que comumente era visto nos arredores do feudo são os ciganos, que passaram a ser perseguidos pelos cavaleiros da igreja e pelo cavaleiro James Cynwise. Agora é raro ver os ciganos transitando dentro dos limites do feudo, mas é muito comum ve-los nos arredores, cortando caminho pelos bosques e florestas. Pelas leis do feudo não é permitido um acampamento cigano nas terras feudais do barão O'Neil, lei a qual tem sido cumprida severamente, sob a acusação de prisão ou até mesmo pena de morte para os ciganos que não a acatarem.

As Lendas

Mistérios e lendas certam o feudo Leather Finger. Lendas contadas elos camponeses nas tavernas, histórias contadas às crianças em praça publica, fatos curiosos ocorridos nos arredores do feudo... tudo isso faz com que os moradores do feudo fiquem com suas curiosidades aguçadas para saber de cada coisa, no mínimo estranha, que acontece nas redondezas, para que possam por a fofoca em dia e manter assim, inconscientemente, as lendas locais.

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A Dama da Morte


Diz a lenda que uma mulher bela como as deusas pagãs, com cabelos negros como a noite e olhos brilhantes como as estrelas, vem sob a lua minguante para recolher os camponeses doentes e debilitados, e leva-los para o mundo dos mortos. Dizem que ela trás a morte consigo atravéz de seu beijo fatal. Alguns a chamam de Senhora da Noite, Lilith e Dama da Lua, o mais importante é que a algum tempo algumas mulheres do campo, que vestem o "véu" do cristianismo, mas que nunca abandonaram suas antigas crenças pagãs, vem fazendo um culto à Dama da Morte, para mante-la afastada dos mais jovens, sacrificando assim os mais idosos e doentes. O culto à Dama da Morte possui o símbolo das três luas, que pode ser visto gravado em vários lugares nas redondezas do feudo.


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Os Cães do Inferno

Segundo alguns caçadores e lenhadores, nas florestas que cercm o feudo habita uma matilha de ferozes e impiedosos Cães do Inferno. Os cães, segundo os camponeses, são grandes, ferozes e musculosos, podendo assumir até três metros de altura e atacar sobre duas patas. Possuem garras e dentes afiados e só são vistos quando querem, o que faz deles exímios caçadores. A lenda mais comum sobre eles é que seriam descendentes dos lobos e dos humanos, tendo herança de ambos. Dizem que eles podem assumir forma humana e que vivem apenas nas florestas, evitando as cidades e vilas, atacando os viajantes durante a noite.



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As Fadas Travessas



Algumas castelãs mais experientes dizem que em anos de serviço dentro do castelo do barão, viram fadas pequenas e ágeis, que gostam de se divertir aprontando bincadeiras travessas com as servas, escondendo itens do castelo, mudando coisas de lugar sem ninguém ver e aprontando outras travessuras, porém, a maior parte das vezes, sem nunca serem vistas.

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O Artesão Louco

Os mais antigos contam esta história à todos que queiram ouvir, dizendo que este é o resultado de um amor proibido. Dizem as histórias que um artesão era tão gracioso nas obras que fazia, que foi chamado pelo próprio rei da Inglaterra à concefcionar objetos reais. O artesão foi à Londres e trabalhou para o rei durante um ano, neste tempo ele se apaixonou pela irmã mais nova da rainha, que já estava prometida ao conde de Loxley. Dizem que ele, o artesão, enamorou a irmã da rainha escondido de todos durante um grande tempo, mas quando chegou a data de seu casamento com o conde à qual estava prometida. A paixão foi mantida em segredo mesmo após o casamento e quando o conde de loxley descobriu, mandou matar sua esposa e aprisionar o artesão, deixando-o nas masmorras de seu castelo por de anos. Os anos de sofrimento nas masmorras do conde, junto com a dor de perder sua amada fez do artesão alguém insano, tornando-o frio e sanguinário. Agora, dizem que ele anda pelos feudos e vilas da região, procurando mulheres que se assemelham com sua falecida amada, para captura-la e molda-la, escupi-la à imagem e semelhança de sua amada, como uma obra prima. Ninguém sabe ao certo quem é este artesão e quem sabe não ousa falar sobre ele.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Feudo



O feudo Leather Finger recebe este nome porque o barão Thomas O'Neil, nobre responsável pelo feudo, perdeu a mão esquerda na segunda cruzada, enquanto enfrentava junto com os franceses o exército de Saladino. Sua mão foi substituida por uma mão de gesso revestida de couro.

o feudo é um lugar calmo, seguro e com pouquíssimos ladrões transitando. É um feudo de grande porte, tendo aproximadamente de cinco a seis hectares de terra, incluindo uma parte do bosque a sudoeste dos muros da vila feudal. A população residente do feudo é de aproximadamente mil e duzentas famílias, o que dá por volta de seis a sete mil habitantes, todos eles vinculados direta ou indiretamente ao barão Thomas O'Neil, suserano destas terras e vassalo do conde John McGregor. Dentre a população do feudo a maioria é de origem humilde, camponeses que trabalham praticamente por comida e abrigo, não tendo uma vida, mas sim uma sobrevida. Escravos dos impostos e dívidas feudais, eles são em sua maioria formados por fazendeiros que trabalham nos campos do barão e artesãos que trabalham em suas oficinas de tecelagem, carpintaria, ferraria, padaria, fabricação de cerveja, vidraria, alvenaria, ourives e armeiro. Estes, os artesãos, são os que normalmente dão vida ao feudo, usando as matéias primas encontradas nas terras do feudo para fabricar peças que são usadas no dia-a-dia de todos os moradores do feudo. No feudo existem também os taverneiros, que são os donos e administradores das tavernas locais.

A nobreza local é composta pelo barão (e sua família) e nobrez menores, compostos por alguns baronetes e cavaleiros. O barão Thomas O'Neil, com seus 57 anos comanda o feudo com os ideais de justiça, ordem e poder, os mesmos ideias que cobra de seus cavaleiros. Casado com a baronesa Rose O'Neil, teve um único herdeiro, Richard O'Neil, conhecido por todos os cidadãos por ser um jovem justo e benevolente com a população. Os baronetes são Emmet Diggori, senhor de algumas das terras mais importantes abaixo do barão, casado com Rosaline Diggori; e o baronete Edward Sant Crert, casado com Josephine Sant Crert, dono dois sextos das terras do feudo. Os cavaleiros, responsáveis por manter a defesa do feudo e comandar a milícia local em tempos conturbados, são o Sir Lázaro Olaf, ex cruzado que lutou ao lado do barão na guerra santa, senhor de algumas pequenas terras feudais, porém líder de aproximadamente trinta homens; Sir Alfred Alfwine, capitão da milícia local, responsável por manter a segurança dentro dos muros feudais; e Sir James Cynwise, senhor de aproximadamente quarenta e oito homens corajosos e bem treinados.



Existem três tavernas no feudo Leather Finger, o Pônei Malhado, cujo o dono chama-se Tom; a Jóia da Noite, da senhora Astrid; e a Rosa dos Campos, do Dim. As três tavernas são normalmente bem movimentadas, inclusive no período entre sete da noite e nove e meia da noite, o período ao qual os camponeses e alguns guardas tem suas horas de folga de seus árduos afazeres.


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Os muros do feudo são reforçados com blocos de preda bruta e bem resistente, capaz de aguentar ataques severos por dias, ou até mesmo semanas. Existem seis portões nos muros da cidade, aos quais dão acesso aos campos, ao bosque e ao mosteiro São Pedro, onde há uma universidade para nobres e seus filhos, e ao convento de Santa Rita. Dentro dos muros, o feudo abriga uma igreja, onde todos os dias o padre Warrin reza as missas aos cristãos, um mercado bem movimentado, seja por viajantes que sempre estão de passagem, rumo à Londres, ou por moradores locais que sempre estão a comprar algo. A economia do feudo é movimentada e o escambo é uma das práticas mais comuns por aqui. A universidade católica do feudo fica dentro do mosteiro de São Pedro, junto com uma extensa biblioteca, e é permitida apenas a entrada de homens que possuam algum título e possam pagar pelas aulas de teologia, filosofia, latim, medicina, astronomia, ciências e direito. O corpo doscente é composto por eruditos locais e alguns monges.



O feudo Leather Finger fica à sul de Londres, sendo parte da rota da maioria dos viajantes ingleses. O feudo é movimentado, mas dificilmente é um lugar insuportável de se viver.